O papel do
supervisor escolar vem tomando novos rumos, pressionado pelo contexto
da sociedade que exige uma educação voltada para o sentido da vida
humana.
Vimos também que a indisciplina
escolar deve ser encarada como fenômeno de aprendizagem, ou seja,
além daquilo que ocorre no contexto da sala de aula todos os seus
intervenientes devem ser considerados.
Entendemos que por ser o profissional
de educação que estabelece um contato mais direto com o trabalho
docente, cabe ao supervisor escolar fomentar discussões sobre o
processo ensino-aprendizagem e a indisciplina escolar.
Dessa forma, cabe ao supervisor
escolar analisar, em ação conjunta com os professores, as
contradições existentes entre o fazer pedagógico e a proposta
pedagógica da escola. Também é necessário que o mesmo demonstre,
fundamentado cientificamente, que quando se trata de indisciplina na
escola as ações voltadas para a prevenção desta são mais
eficazes do que medidas baseadas em mecanismos de intervenção, ou
seja, é fundamental que se avance para uma mentalidade preventiva
quando o assunto é indisciplina escolar, encarando esse fenômeno
como previsível e deixando de vê-lo apenas no nível de
intervenção.
Enfim, quando as ações disciplinares
estiverem alinhadas ao projeto pedagógico da escola como resultado
de uma construção coletiva baseada na reflexão por parte da
comunidade escolar, entre os quais encontram-se professores e
supervisores, certamente a prioridade recairá sobre a prevenção da
indisciplina escolar, reduzindo, com isso, situações de estresse e
exaustão por parte dos professores e demais membros que compõem a
equipe pedagógica da escola. Em situações contrárias a essa, ou
seja, aquelas nas quais se prioriza a prática de mecanismos
intervencionistas, certamente os problemas relacionados à
indisciplina escolar tenderão a se repetir, a se aprofundar,
tornando-se, consequentemente crônicos.
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